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Grande Velocidade Ferroviária no Mundo

Depois de finalizada a II Guerra Mundial, no Pacífico, a situação era calamitosa, uma das potências vencidas, o Japão estava em ruinas e o seu Imperador Hirohito, foi obrigado a assinar a rendição, do império do sol nascente. Como já referido, o Japão estava com 95% do seu território totalmente destruído e com o espírito empreendedor que sempre caracterizou o povo nipónico, em poucas décadas, reconstruiram totalmente o país e o comboio foi dos maiores sucessos dessa reconstrução. Importa dizer, que os caminhos de ferro no Japão eram antes da guerra e continuam a ser de via estreita (bitola 1067 mm) e isso constituía um entrave ao melhoramento do seu caminho de ferro. Então foi a vez de  Shinji Sogō, que era o presidente da JNR ter a coragem de pensar contrário e fazer. Ele disse, que só com uma bitola mais larga que a que então existia no seu país e continua ainda a existir é que se podia modernizar com comboios rápidos e transportar multidões entre as metrópoles nipónicas. Sogõ pouco antes de morrer tinha recebido por parte do Japão, a mais alta condecoração dada a um japonês, pelo feito que ele idealizara, pois o presidente da JNR foi o pai e arquitecto do Shinkansen, palavra que nunca tinha sido antes falada e que traduzida à letra significa linha nova, mas que no Japão o termo ou marca Shinkansen tanto se aplica às linhas como aos comboios e ao serviço oferecido, que foi o primeiro no mundo, inaugurado entre Tokyo e Osaka, na altura dos Jogos Olímpicos, em 1 de Outubro de 1964 e então a velocidade máxima dos comboios bala (como alguns no ocidente, também chamam ao Shinkansen) era de 210 km/h, ou seja era muita velocidade para aquele tempo e então o Japão passou a ser olhado por muitos países com inveja, afirmando, nós também queremos ter isto.

Este artigo foi escrito segundo aquele que é o nosso entendimento, igual ao da UIC Union Internationale des Chemins de Fer, que estabelece que a Grande Velocidade Ferroviária, começa a partir de 220 km/h e não de 200 km/h como o Parlamento Europeu e a Comissão Europeia decidiram. Sendo assim, a oferta Alfa Pendular da CP Comboios de Portugal é excluída, porque atinge os 220 km/h, mas não passa desse limite, enquanto que a oferta RailJet dos austríacos da ÖBB, já é aceite porque os seus comboios já entram dentro do limite, pois atingem 230 km/h de velocidade máxima.

Nos dias de hoje, a oferta de comboios de grande velocidade é prestada pelas companhias estatais tradicionais (a grande maioria, havendo alguns caso operados por privados), através duma marca, dum serviço e que se pode perceber assim:

Japão

França

Alemanha

Espanha

Coreia do Sul

Taiwan

Reino Unido

Bélgica

Holanda

Itália

Suiça

China

Áustria

Turquia

Estados Unidos

Marrocos

Arábia Saudita

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